Julgamento do caso Luís Grilo começa na terça-feira

09/09/2019

O julgamento do caso do homicídio do empresário e triatleta Luís Grilo começa, esta terça-feira, no Tribunal de Loures. No banco dos réus vão sentar-se a viúva, Rosa Grilo, e o funcionário judicial António Joaquim. O Ministério Público responsabiliza-os pelo homicídio qualificado de Luís Grilo e ainda pelos crimes de profanação de cadáver e de posse de arma proibida. Os advogados de defesa apontam várias falhas à investigação e dizem que há ainda muita coisa por explicar. O crime, ocorrido presumivelmente na noite de 15 para 16 de Julho do ano passado numa

 

vivenda das Cachoeiras, transformou-se, pelos seus contornos, num dos casos mais mediáticos em Portugal nos últimos anos. Vai ser julgado por um Tribunal de Júri, o que significa que, para além do colectivo de três juízes, serão quatro cidadãos comuns escolhidos na comarca a determinar a sentença final. Os dois arguidos, que confessaram que mantinham uma relação amorosa, poderão enfrentar a pena máxima de 25 anos de cadeia, mas

 

os advogados de defesa mantêm que há muita coisa por explicar e rejeitam as conclusões da investigação da Polícia Judiciária. A defesa de Rosa Grilo, representada pela advogada alverquense Tânia Reis, mantém a versão sucessivamente relatada pela viúva de que terão sido três estrangeiros (presumivelmente angolanos) a invadir a vivenda das Cachoeiras onde viviam e a dispararem, na sua presença, dois tiros na cabeça do marido, devido a

 

divergências relacionadas com negócios de diamantes. António Joaquim garante, por seu turno, que nada tem a ver com o homicídio, que não esteve naquela noite nas Cachoeiras e que não foi a sua arma a disparar contra Luís Grilo, conforme sustentam a Judiciária e o Ministério Público. Certo é que, depois de seis meses de investigação, o Ministério Público (MP) acusou, em Março, a viúva do triatleta e o funcionário judicial com quem mantinha um

 

relacionamento extraconjugal de “homicídio qualificado agravado, profanação de cadáver e detenção de arma proibida”. Ao mesmo tempo, o MP defende que Rosa Grilo deve ser impedida de herdar os bens do marido e que António Joaquim deve ser suspenso de funções nos tribunais. Para o julgamento estão arroladas 44 testemunhas, incluindo investigadores da Polícia Judiciária e familiares da vítima e dos arguidos.

 

Saiba mais nas edições impressas de 04 e de 18 de setembro do Voz Ribatejana

 

Tags:

Partilhar no Facebook
Partilhar no Twitter
Please reload

Leitura Recomendada
Procurar por Tags
Please reload

Siga o Voz Ribatejana
  • Facebook - Black Circle
Facebook
  • YouTube - Black Circle
YouTube
Arquivo do Site
Please reload

Contador de Visualizações

© 2017 por Voz Ribatejana. Todos os direitos reservados.

Informações

Voz Ribatejana - Quinzenário regional

Sede da Redacção e Administração: Centro Comercial da Mina, Loja 3 - Apartado 10040 / 2600-126 Vila Franca de Xira Telefone geral – 263 281329

Correio Electrónico: vozribatejana@gmail.com director.vozribatejana@gmail.com redaccao.vozribatejana@gmail.com comercial.vozribatejana@gmail.com
Proprietário: Jorge Humberto Perdigoto Talixa

Editor: Voz Ribatejana, Lda

Director: Jorge Talixa (carteira prof. 2126)

Editor Multimédia: Rui Miguel Ferreira Talixa

Redacção: Carla Ferreira (carteira prof. 2127), Joel Balsinha, Hugo Clarimundo, Jesus Lourenço, Hipólito Cabaço, Paula Gadelha (cart. prof 9865)

Área Administrativa e Comercial: Isabel Pinto, Júlio Pereira (93 88 50 664), Afonso Braz (93 66 45 773), Carlos Pinto (96 44 70 639)

Assinaturas: Portugal – 1 ano (24 números) 12 euros - Resto da Europa - 1 ano 40 euros Registo de Imprensa na ERC: 125978

Impressão: Coraze
Redacção: Centro Comercial da Mina, Loja 3 2600 Vila Franca de Xira - Telefone - 263 281 329 . Telemóvel - 96 50 40 300