• Joel Balsinha e Jorge Talixa

Greve e falta de combustíveis alarmam região


(em actualização)

A greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas iniciada na segunda-feira está a gerar o pânico entre muitos automobilistas, confrontados com a falta de combustíveis na maior parte dos postos de abastecimento. O gasóleo foi o primeiro a “desaparecer” em muitos dos postos da região e, sobretudo na tarde-noite de terça-feira sucederam-se as filas para tentar atestar os depósitos. Os serviços mínimos e a requisição civil decretada pelo

Governo já estão a funcionar e deverão garantir um abastecimento da ordem dos 40 por cento na área da Grande Lisboa. Mas as regiões fora das áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto não estarão abrangidas. Em causa está uma paralisação por tempo indeterminado convocada pelo Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas (SMMP), que reclama o reconhecimento desta categoria profissional e o registo nos recibos de remuneração de

valores significativos que recebem por trabalho extraordinário. O Sindicato diz que a grave poderá ser suspensa se se iniciarem negociações com a ANTRAM (Associação Nacional de Transportes Rodoviários de Mercadorias), mas a ANTRAM faz depender essa negociação de uma suspensão prévia da paralisação. Certo é que o sector tem cerca de 800 motoristas devidamente habilitados e que perto de 600 estão filiados no SMMP. A adesão à greve, de

acordo com o Sindicato, ronda os 100 por cento. O complexo da CLC (Companhia Logística de Combustíveis) em Aveiras de Cima é um dos pontos nevrálgicos desta situação, de onde saem normalmente cerca de 200 camiões por dia carregados de combustíveis, mas de onde nas últimas 24 horas só saíram seis camiões para abastecer o Aeroporto de Lisboa. Na região, muitos dos postos de abastecimento já não têm gasóleo simples, mas vários

dispõem ainda de algumas reservas de gasolina. A situação poderá agravar-se nos próximos dias, se o reabastecimento não for retomado antes do fim-de-semana da Páscoa. Os transportes públicos também poderão ser afectados. Não há, para já, registo de postos totalmente encerrados na região e, na manhã de hoje, a situação parecia mais calma, depois da “corrida” aos abastecimentos verificada na terça-feira.

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