• Jorge Talixa

Acidentes repetem-se na linha-férrea em Vila Franca


O troço de linha-férrea que atravessa a cidade de Vila Franca de Xira voltou, esta quarta-feira, a ser palco de um acidente mortal, com um homem de cerca de 70 anos a ser colhido por um comboio na zona da estação. Já na manhã do passado sábado, uma mulher de 67 anos foi colhida por um comboio quando atravessava a linha na zona da passagem de nível. Para esta semana está prevista uma nova reunião entre a Câmara vila-franquense e a

Infraestruturas de Portugal, tendo em vista a mudança do local da passagem de nível para a zona do parque de estacionamento do Largo 5 de Outubro, próximo da praça de toiros. O acidente desta quarta-feira deu-se cerca das 15h20, com um idoso de cerca de 70 anos, residente na zona da Costa da Caparica, a ser colhido por um comboio na plataforma de embarque situada próximo da Rua da Praia. De acordo com fonte dos Bombeiros de

Vila Franca, o idoso foi atingido numa perna e na cabeça, mas a violência do embate terá causado as lesões mortais. O óbito foi confirmado no local e o corpo transportado para a morgue do Hospital. Já na manhã de sábado, uma idosa de 67 anos foi colhida mortalmente por um comboio que circulava no sentido Norte-Sul. No local estiveram os Bombeiros de Vila Franca, a PSP e uma equipa de psicólogos do INEM. O assunto foi, também,

colocado na reunião camarária desta quarta-feira pelo vereador Nuno Libório (CDU), que lembrou que a passagem de nível que dá acesso ao cais de Vila Franca foi palco de mais de duas dezenas de acidentes mortais nos últimos 12 anos. “Há mais uma morte a lamentar na passagem de nível de Vila Franca. Enquanto não houver uma solução definitiva por parte do Governo e da IP e enquanto a passagem de nível estiver como está, isto só se resolve com a

reposição de um guarda da passagem. Ou a câmara insiste com a IP no sentido de tomar medidas definitivas ou vamos continuar a ter acidentes mortais ali”, vincou. Alberto Mesquita, presidente da Câmara vila-franquense, observou que está marcada ainda para esta semana uma nova reunião da edilidade com a IP para definir como é que se vai desenvolver a “parceria” para a deslocalização da passagem de nível cerca de 250 metros mais para

sul. “Esta relocalização vai ter uma vantagem bastante grande que é a visibilidade. Na actual passagem, muitas vezes as pessoas não têm a melhor visibilidade porque está muito próximo de uma curva”, sublinha Alberto Mesquita, frisando que será preciso também chegar a acordo com o Novo Banco para que disponibilize uma faixa de terreno paralela à linha, que permita construir uma via de ligação rodoviária ao cais e à biblioteca municipal da

cidade, conhecida por “Fábrica das Palavras”. “Se as pessoas não cumprem em termos de cumprimento das regras de segurança é complicado. Por isso, esta passagem de nível será fechada e deslocalizada para sul”, constatou o presidente da Câmara.

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