• Jorge Talixa

Câmara reúne com empresários por causa da ETAR


Os problemas de funcionamento da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Arruda dos Vinhos motivaram uma reunião da edilidade local com empresários da Zona Industrial das Corredouras. A ETAR não revela capacidade para tratar os efluentes industriais para ali encaminhados e as águas despejadas no rio Grande da Pipa mostram-se muitas vezes poluídas. O assunto já chegou à Assembleia da República, eleitos da vizinha

Câmara de Vila Franca de Xira também se mostram preocupados e a empresa responsável pela gestão da ETAR promete investir 1,2 milhões de euros na sua remodelação e ampliação. Na reunião participaram, também, representantes da Águas do Tejo Atlântico (empresa concessionária da ETAR) e da APA (Agência Portuguesa do Ambiente). De acordo com a Câmara, da reunião “resultou o compromisso de todas as partes envolvidas de

continuar o trabalho que está a ser desenvolvido em estreita ligação, de forma a melhorar o efluente que chega à ETAR, para que a mesma consiga efetuar de forma eficaz o respetivo tratamento”. Da parte da APA “ficou o registo de que continuarão disponíveis para colaborar com todas as outras partes, de forma a que sejam atingidos os níveis ambientais exigíveis”, refere a autarquia, vincando que, em 2014, “foram efetuadas ligações à rede da zona

Industrial das Corredouras, até então a descarregarem diretamente para a linha de água, ligações essas realizadas em estreita colaboração entre as várias entidades envolvidas”. “Em 2015 foram identificadas algumas situações irregulares com origem em efluente industrial, resolvidas através de uma intervenção didática e operacional da Câmara de Arruda. Entre 2015 e 2018, para além dos investimentos correntes de operação e manutenção, a

empresa concessionária efetuou algumas outras intervenções de forma a melhorar o tratamento”, acrescenta a edilidade arrudense. Mais recentemente, reconhece a Câmara, “a ETAR de Arruda dos Vinhos tem vindo a realizar descargas fora dos parâmetros da licença em vigor, causadas pelas características do efluente entregue por unidades industriais da região que não cumprem o estabelecido no regulamento da Câmara Municipal”. Por isso,

acrescenta a mesma nota, Câmara e Águas do Tejo Atlântico “têm vindo a realizar várias reuniões para análise desta situação, bem como, desenvolvido iniciativas com vista à identificação das indústrias prevaricadoras e possíveis estratégias para resolução das situações anómalas detetadas. Com este plano de ação, o Município analisou amostras recolhidas em cerca de 50 efluentes de origem industrial”, conclui a autarquia.

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