• Jorge Talixa

Águas do Ribatejo investe 21 milhões em 3 anos


A Águas do Ribatejo pretende investir 21 milhões de euros, até 2021, na melhoria dos sistemas de águas e saneamento dos sete municípios que abrange. A empresa intermunicipal com sede em Salvaterra de Magos já investiu cerca de 130 milhões de euros nos primeiros 10 anos de funcionamento. Entre os projectos para os próximos 3 anos contam-se a conclusão da nova ETAR de Samora Correia e a remodelação das estações de tratamento de Benavente, Foros de Salvaterra, Glória do Ribatejo, Marinhais e Salvaterra. Constituída pelos municípios de Almeirim, Alpiarça, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Torres Novas, a Águas

do Ribatejo (AR) serve cerca de 150 mil habitantes. O Plano Plurianual de Investimentos recentemente aprovado prevê que, nos próximos três anos (2019, 2020 e 2021), sejam investidos mais 21 milhões de euros em operações nos sistemas de tratamento de águas residuais e nos sistemas de abastecimento de água. Parte destas intervenções serão financiadas pelo programa europeu Poseur Portugal 2020, mas envolvem também uma comparticipação significativa da empresa. Outras intervenções, de ampliação e requalificação de sistemas, serão realizadas apenas com capitais da AR. Nesse sentido, o presidente do conselho de administração da AR,

Francisco Oliveira, sublinha que “o esforço de investimento que a empresa terá de suportar, quer com recursos próprios, quer com financiamento bancário, rondará os 13,4 milhões de euros. Não obstante tudo o que já foi feito, há ainda muito por fazer no abastecimento de água e no saneamento, em especial na construção de novas ETAR e redes”, acrescenta o administrador. Também por isso, a AR reconhece que estes investimentos “exigem um reforço da capacidade económico-financeira da empresa, sob pena de se colocar em causa os objetivos fixados”. E conclui que será necessário proceder a uma actualização do seu tarifário para 2019. A empresa lembra que

desde 2014 as suas tarifas do abastecimento de água não foram objeto de qualquer atualização real, apesar do aumento “exponencial” dos custos com o serviço sobretudo quanto ao tratamento de água. “Para dar resposta às (grandes) exigências que estão aí, é necessário agir em conformidade e procurar, na medida do possível, efetuar as escolhas mais equilibradas, que permitam manter um nível tarifário compatível com a realidade socioeconómica da região”, explica Francisco Oliveira, salientando que a AR irá manter os tarifários social, para famílias carenciadas, e familiar para agregados com mais do que cinco pessoas.

Saiba mais na Edição impressa de 30 de Janeiro do Voz Ribatejana

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