• Jorge Talixa

Legionella detectada em chuveiros fecha piscinas de Azambuja


O Complexo de Piscinas de Azambuja está encerrado desde a tarde de terça-feira, numa medida preventiva tomada pela Câmara azambujense devido a resultados de análises de rotina, que detectaram a presença de bactérias de legionella nas cabeças de alguns chuveiros. A autarquia afiança que as bactérias foram detectadas “num número reduzido de chuveiros” e “em balneários com baixo volume de utilização”. A edilidade garante, também, que está a desenvolver análises diárias para acompanhar o evoluir da situação, mas não avança previsões para a reabertura das piscinas municipais ao público. Em comunicado,

a Câmara de Azambuja garante que tem seguido todas as normas de prevenção da presença da legionella, mas recomenda aos utilizadores que tenham frequentado as instalações das piscinas nos últimos 15 dias que “permaneçam atentos a eventuais sintomas semelhantes aos da gripe, como dores de cabeça, febre, tosse seca, falta de ar, arrepios ou diarreia. Nesse caso, deverão recorrer aos serviços de saúde”, avisa a autarquia azambujense. Assegurando que “nunca ignorou” as precauções associadas à legionella, sobretudo no que diz respeito à legionella pneumophila, a edilidade sustenta que possui um manual de procedimentos,

elaborado de acordo com as recomendações do Serviço Nacional de Saúde, que “é integralmente cumprido”. E sustenta que têm sido seguidas as indicações que constam do documento “Prevenção da doença dos Legionários em balneários – manual de boas práticas”, referindo que os trabalhos de manutenção são feitos por uma empresa especializada contratada para o efeito. “A última intervenção, com este caráter preventivo, teve lugar na pausa do recente mês de Agosto, tendo sido efetuada em todas as instalações do Complexo de Piscinas, nomeadamente, a desinfeção dos crivos das torneiras e das cabeças dos chuveiros,

bem como a desinfeção das águas quentes sanitárias através de choque térmico, em que a temperatura da água é aumentada até aos 80º, fazendo-a circular por todo o sistema de canalizações durante 3 horas”, salienta a autarquia, vincando que “todas as análises bacteriológicas realizadas atestam a qualidade da água dos tanques das piscinas, conforme definida na respetiva norma” e que, relativamente à deteção de legionella, “o resultado foi negativo em todas as unidades de tratamento do ar, acusando a sua presença apenas em algumas cabeças de chuveiro existentes em balneários com menor utilização”.

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