Detroit Electric (1917) - O automóvel da Vovó Donalda

O Detroit Electric de 1917 serviu de inspiração para os criadores da Walt Disney desenharem o automóvel da Vovó Donalda. Os automóveis eléctricos de uso particular surgiram pouco tempo depois dos primeiros automóveis com motor de combustão e alcançaram grande popularidade nos primeiros dez anos do século XX nos Estados Unidos. Os carros a electricidade podem circular em silêncio enquanto os veículos a gasolina fazem muito barulho. São limpos, enquanto os motores a gasolina e outros órgãos dos carros estão sujos de óleos e gorduras.

 

Os carros eram na altura simples sem aborrecimentos com carburador; óleo e gasolina não constituíam preocupações. No entanto, estes carros aparentavam uma grande desvantagem: só podiam andar enquanto na bateria de acumuladores houvesse carga, e esta não durava muito. Nos primeiros carros, a autonomia era de 40 a 65 quilómetros e uma velocidade horária máxima de 24 quilómetros. Pouco antes da primeira Guerra Mundial (1914), quando os automóveis eléctricos tinham atingido o máximo da sua popularidade, a autonomia tinha já aumentado para 160 quilómetros, conseguindo alguns fazer 40

 

à hora. O Detroit Electric foi o mais bem-sucedido construtor de automóveis eléctricos americanos antes da Tesla, com 12.300 automóveis e 535 camiões produzidos até 1939. Fundada no estado do Michigan, em 1907, a Anderson Electric Car Company, tinha nascido como fabricante de carros de cavalos, actividade que manteve até 1911.Nessa altura já produzia com bastante sucesso automóveis eléctricos com a marca Detroit Electric. Em 1920, a empresa passou a chamar-se The Detroit Electric Car Company. Os seus automóveis tinham baterias de chumbo,

mas podiam receber como opção baterias de ferro-níquel produzidas pela Edison. Para além da Detroit Electric, outras empresas americanas tiveram bastante sucesso com a produção de electricos, como a Columbia, a Baker, a Ideal, a Fritchle, a Waverley e a Stud Baker, que teria também bastante sucesso com automóveis a gasolina. Após 1920, os eléctricos começaram a perder mercado. A crise financeira de 1929 arruinou os construtores que resistiram. Também o declínio veio após o início da produção em massa por Henry Ford dos veículos de combustão que fez o custo da produção

 

descer. Foi preciso esperar quase 90 anos pelo ressurgimento dos automóveis eléctricos. Durante a segunda Guerra Mundial, quando a gasolina era racionada, várias pessoas restauraram velhos carros a electricidade, que ainda se encontravam arrumados em palheiros e garagens, e deslocavam-se neles silenciosamente para os seus empregos. Hoje em dia podem ser admirados apenas nos museus. A Associação Automóvel de Portugal referiu que a transição para um novo sistema de medição das emissões CO2 está a gerar um raciocínio diferente na compra dos automóveis.

 

O novo sistema de medição do dióxido de carbono WLTP vai entrar em vigor. A nova regulamentação implica a adopção de métodos para reduzir a discrepância entre os consumos anunciados e os consumos reais dos automóveis. Tudo isto vai empurrando os utilizadores a pensar em comprar carros eléctricos. O que obriga que hoje em dia exista uma corrente de renovado interesse pelo uso de carros eléctricos. A enormidade dos problemas do tráfego de automóveis e da poluição da atmosfera, faz com que os construtores estejam a estudar algumas ideias arrojadas para os contornarem que podem passar

 

pelos híbridos, painéis solares etc: Sendo embora muitas as dificuldades a vencer, a necessidade de procurar uma solução para estes problemas exige que um estudo cuidadoso seja levado a efeito. É curioso que, no nosso Salão Automóvel de Vila Franca de Xira de 2015, fez-se pela primeira vez uma exposição a nível nacional de automóveis híbridos e eléctrico e nestes tivemos o maior construtor mundial, a Tesla (se bem que este facto tenha de certa maneira passado um pouco despercebido a muitos vila-franquenses ), mas hoje em dia a concorrência é feroz. A Porsche, a Audi, a Jaguar e a Mercedes estão também a apostar em força nos modelos eléctricos.

Imagem de http://www.cbarks.dk/thegyrofailures.htm

 

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