• Jorge Talixa

BCP ainda não pagou garantias da Malva Rosa à Câmara


A Câmara de Vila Franca de Xira não consegue ter acesso às garantias bancárias de mais de 2, 4 milhões de euros assumidas pelo urbanizador da Malva Rosa. O BCP tem recusado a entrega do dinheiro alegando que a Obriverca terá dito que as infraestruturas da sua responsabilidade estarão concluídas. A autarquia não aceita essa posição e reclama as verbas necessárias para concluir obras em falta na urbanização de Alverca. Moradores e oposição camarária querem explicações sobre as diligências feitas pela edilidade para receber o dinheiro.

O assunto foi colocado na última reunião camarária pelo vereador Nuno Libório (CDU). “Após alguma insistência, a Câmara fez-nos chegar um levantamento das obras necessárias, concluindo que este valor de 2, 4 milhões de euros é suficiente para levar a cabo estas intervenções. Agora, o senhor presidente diz-nos que a entidade bancária tem colocado sucessivas dificuldades. Não conseguimos imaginar que dificuldades são essas e gostaríamos de saber o que é que tem sido feito para que este acionamento das garantias bancárias seja uma realidade”, vincou.

Já na fase de intervenções dos munícipes, Bruno Oliveira, membro da Associação de Moradores da Malva Rosa, também solicitou esclarecimentos do executivo camarário sobre este “impasse”, lembrando que decisão de recorrer a este mecanismo já tem quase dois anos. “A Câmara está há ano e meio à espera que o BCP desbloqueie a situação. Algo não bate certo”, criticou, lembrando que estas verbas são fundamentais para a conclusão de muitas obras ainda em falta na urbanização ao nível das zonas verdes, dos espaços de estacionamento, dos equipamentos e dos parques infantis.

Alberto Mesquita explicou que esta é uma matéria que tem vindo a ser dirimida com o BCP. ”Segundo o BCP, a Obriverca terá vindo dizer que aquilo que eram obras da sua responsabilidade está feito, o que não é verdade. Por isso, tem havido alguma dificuldade em que esse valor possa vir para a posse da Câmara e, assim, desenvolvermos todos os trabalhos necessários”, referiu o edil de Vila Franca de Xira. “As dificuldades que nos têm sido colocadas estão a ser dirimidas em termos jurídicos. Esperamos resolver esta situação rapidamente”, rematou Alberto Mesquita.

Saiba mais na Edição impressa de 28 de Fevereiro do Voz Ribatejana

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